Um homem de 33 anos registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira (24) após relatar ter sido lesado em uma compra online. Ele informou que contratou uma assessoria para compras no Brás, em São Paulo, por meio de um grupo na rede social Facebook. A negociação foi realizada diretamente com a responsável pelo serviço, que se apresentava como intermediária na aquisição de mercadorias no tradicional centro de comércio popular da capital paulista.
De acordo com o relato da vítima, após estabelecer contato inicial com a vendedora por meio da plataforma, as tratativas foram transferidas para o aplicativo WhatsApp. A partir dessa comunicação, o comprador descrevia os produtos desejados, enquanto a assessora procurava por opções em lojas do Brás, enviando fotos e valores. Após a escolha das mercadorias, o pagamento era efetuado, e a responsável pelo serviço se encarregaria de adquiri-las e remetê-las pelo correio.
A negociação envolveu um total de R$ 1.200,00, valor que cobria a compra de seis pares de chinelos e trinta bermudas. No entanto, ao receber a encomenda, a vítima constatou que apenas os chinelos haviam sido entregues, sem qualquer explicação sobre a ausência das bermudas. Ao perceber o problema, o comprador tentou entrar em contato com a vendedora para obter esclarecimentos ou solicitar o reembolso da quantia referente aos itens não enviados, mas não obteve sucesso.
Diante da falta de resposta, o homem decidiu expor sua insatisfação em um comentário público em um dos grupos de venda no Facebook, alertando outros usuários sobre sua experiência negativa. Após essa manifestação, ele recebeu uma mensagem da assessora de compras, que afirmou que iria processá-lo por danos morais devido à sua publicação. Além disso, a vendedora sugeriu que seu tio morava perto da vítima e que poderia procurá-lo pessoalmente para “resolver a situação”, o que a vítima interpretou como uma ameaça.
Preocupado com a falta de solução e com a reação da vendedora, o homem procurou a delegacia para registrar a ocorrência. O caso foi enquadrado como possível crime de estelionato e será analisado pelas autoridades competentes. A vítima foi informada sobre o prazo legal de seis meses, a partir do conhecimento da autoria do delito, para apresentar representação judicial.
A Polícia Civil deverá investigar o caso e apurar se há outras denúncias semelhantes contra a assessora de compras.