Todo mundo sabe que 1º de abril é o Dia da Mentira, marcado por brincadeiras e pegadinhas, tudo mentira, é claro, para pregar peças nas pessoas. Mas nem sempre a data proporciona uma diversão saudável e vai além, avançando para informações equivalentes a fake news (notícias falsas, na tradução literal). Foi o que aconteceu com o prefeito de Araçatuba (SP), Lucas Zanatta (PL).
Tudo mentira!
Em vários grupos de WhatsApp, disseminaram-se notícias de que o chefe do Executivo teria sofrido um acidente e precisaria se afastar do cargo por 30 dias. A vice, Nice Zucon (PL), assumiria a Prefeitura no período. No entanto, tudo não passa de uma mentira! Zanatta está muito bem de saúde e segue firme e forte na administração da cidade.
Tradição já “matou” o imperador do Brasil
A tradição do Dia da Mentira teve início em 1828, com uma pegadinha também equivalente a uma fake news. Na ocasião, o jornal mineiro que chamava-se, justamente, “A Mentira”, trouxe em sua primeira edição a “notícia” da morte do imperador do Brasil Dom Pedro I, no dia 1º de abril daquele ano. O imperador, no entanto, só faleceu seis anos depois, em 1834, em Portugal.
Desperdício de papel
O vereador Pastor João Moreira (PP) acabou pedindo a retirada do projeto de resolução que sugeria o envio à Prefeitura, por meio eletrônico, das indicações elaboradas e aprovadas pelos parlamentares de Araçatuba. Moreira teria encontrado resistência entre seus pares para levar a propositura adiante. Pelo visto, eles preferem, ainda, o papel, que gera um custo maior e, de quebra, prejudica o meio ambiente.
Desperdício de papel 2
Atualmente, as indicações dos vereadores são enviadas pelo administrativo da Câmara, por meio de papel, ao gabinete do prefeito. Cabe ao gabinete cadastrar uma a uma no sistema da Prefeitura, ao qual os vereadores não têm acesso e, por isso, não conseguem acompanhar o andamento. De outro lado, alguns gabinetes de vereadores enviam os documentos pelo sistema eletrônico (Araçatuba Digital) e têm acesso à toda tramitação.
Desperdício de papel 3
Além de viabilizar o acompanhamento das indicações, a adesão ao envio digital evitaria outro problema: o armazenamento da papelada, tanto na Câmara Municipal quanto na Prefeitura. Como o documento tem que ser guardado, acaba indo para o armário, onde fica para o resto da vida.