Profissionais de enfermagem que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e no Pronto-Socorro Municipal Aida Vanzo Dolce, em Araçatuba (SP), reivindicam o pagamento de gratificação de 50% por trabalharem em sistema de plantão 12 horas seguidas. O benefício já é pago aos médicos e dentistas plantonistas.
A reivindicação é dos 22 enfermeiros, 25 técnicos e 13 auxiliares de enfermagem que trabalham em escalas de plantão aos sábados, domingos e feriados, incluindo Natal, Ano-Novo, Páscoa e demais datas comemorativas. A proposta da categoria, que já foi apresentada a gestores anteriores, será encaminhada, agora, ao prefeito Lucas Zanatta (PL).
Segundo o técnico de enfermagem do Samu e diretor do Sisema (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araçatuba e Região), Diogo Canesin, estes profissionais possuem salários entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Cálculos feitos por ele apontam que a gratificação de 50% sobre estes valores (salário-base) geraria um impacto financeiro de aproximadamente R$ 180 mil mensais na folha de pagamento da Prefeitura.
A reivindicação vem sendo feita desde a administração do ex-prefeito Jorge Maluly Netto (in memoriam), que governou a cidade entre 2001 a 2008, passou pela gestão de Cido Sério (2009 a 2012 e 2013 a 2016) e pela administração de Dilador Borges (2017 a 2020 e 2021 a 2024), sem sucesso.
O pagamento aos médicos plantonistas foi instituído pela então prefeita Germínia Venturolli (in memoriam). Aos dentistas, a gratificação passou a ser paga na gestão de Maluly Netto. Por último, Dilador Borges estendeu o benefício aos motoristas da Saúde e da Educação.
Canesin argumenta que nem mesmo na pandemia, iniciada em março de 2020, os profissionais da enfermagem tiveram a solicitação atendida. O período exigiu da categoria ainda mais empenho e dedicação, sem falar dos riscos a que estavam expostos diante da possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus.
Canesin lembra que os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem trabalham no mesmo sistema e local que os demais profissionais que já possuem o benefício, mas mesmo assim, nunca foram reconhecidos como profissionais que merecem a gratificação de 50% de plantão. “Requeremos o direito de isonomia, já que somos regidos pelas mesmas legislações”, afirmou