A auxiliar de cozinha Thaís Bonatti, 30 anos, que foi atropelada por um juiz de Direito aposentado de 61 anos, morreu na madrugada deste sábado, 26 de julho, na Santa Casa de Araçatuba (SP), onde estava internada desde a manhã de quinta-feira, 24. O magistrado apresentava sinais de embriaguez e estava com uma mulher nua no colo, no momento do acidente, segundo testemunhas.
O óbito foi constatado por volta das 2h. Um irmão da vítima registrou o boletim de ocorrência do falecimento de Thaís na Central de Polícia Judiciária (CPJ), nesta madrugada.
O corpo dela será velado na capela da funerária Cardassi da avenida Prestes Maia, em horário a ser definido. Ainda não há informações sobre o sepultamento.
Thaís Bonatti seguia internada em estado grave na UTI Geral Adultos da Santa Casa desde que sua bicicleta fora atingida pela caminhonete Ford Ranger pilotada pelo juiz aposentado, na avenida Waldemar Alves, Jardim Presidente, no final da manhã de quinta-feira, 24.
A auxiliar de cozinha passou por cirurgia de ortopedia, no final da tarde de quinta-feira, para correção de parte do politraumatismo que sofreu, dentre os quais, traumatismo craniano. Ela também teve o baço rompido e apresentava um coágulo no cérebro.
Revolta e indignação
Seu quadro permaneceu grave e instável durante toda a internação e seu irmão, William Bonatti, chegou a dizer que só um milagre salvaria a vida de Thaís.
Após o falecimento, ele manifestou sua indignação nas redes sociais:

Outro familiar postou:

O acidente
O acidente ocorreu na rotatória entre as avenidas Waldemar Alves e João Arruda Brasil. O juiz conduzia uma caminhonete Ford Ranger com uma mulher nua sentada sobre ele. Ele apresentava sinais de embriaguez.
Segundo relatos de testemunhas, logo após a colisão, a mulher que estava dentro do veículo saiu rapidamente, recolheu suas roupas e se vestiu às pressas.
O juiz aposentado foi levado para a Delegacia Seccional, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
Ele permaneceu preso e passou a noite na Central de Polícia Judiciária (CPJ), mas foi liberado na sexta-feira, 25, após pagar fiança de R$ 40 mil.
Com o falecimento da vítima, o magistrado deverá responder, agora, por homicídio.
