‘Meu Pai Tem Nome’: Defensoria faz mutirão para reconhecimento de paternidade em Araçatuba

Evento será neste sábado, na sede da Defensoria, localizada na rua XV de novembro, 395, Centro.
Compartilhe

A unidade da Defensoria Pública de Araçatuba (SP) participa, no próximo sábado, 16 de agosto, do mutirão “Meu Pai Tem Nome”, iniciativa nacional que visa facilitar o reconhecimento de paternidade. Somente em 2024, 123 crianças foram registradas sem o nome paterno, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

O evento acontecerá na sede da Defensoria, localizada na Rua XV de Novembro, 395, no Centro, das 9h às 13h. O objetivo da ação é oferecer gratuitamente serviços como exames de DNA, quando necessários, orientação jurídica e a regularização do registro civil para crianças, adolescentes e adultos que não possuem o nome do pai na certidão de nascimento.

Os interessados em participar podem se inscrever pelo site oficial da Defensoria de São Paulo: https://www.defensoria.sp.def.br/atendimento/mutirao-nacional-de-reconhecimento-e-investigacao-de-paternidade-2025

O público-alvo inclui pessoas sem o registro paterno, mães e responsáveis legais que buscam a regularização, e também aqueles que desejam realizar o reconhecimento espontâneo da paternidade.

Durante o mutirão, os atendimentos serão realizados sem a necessidade de avaliação financeira prévia, análise que será feita apenas se for preciso iniciar um processo judicial.

Balanço da Campanha e Dados Nacionais

A campanha “Meu Pai Tem Nome” é uma iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege). Em 2024, a edição nacional registrou 9.168 atendimentos e agendou 2.699 exames de DNA em todo o país.

No estado de São Paulo, a Defensoria realizou 148 atendimentos em 2024, um número quatro vezes maior que o do ano anterior, resultado da expansão do projeto para o interior, litoral e região metropolitana. Naquele ano, foram coletados 107 exames de DNA no estado.

Segundo dados da Arpen, 158.931 crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai em 2024. Em São Paulo, o número foi de 27.384. Especificamente em Araçatuba, 123 crianças foram registradas sem o nome paterno no mesmo ano.

Serviço: Mutirão “Meu Pai Tem Nome” em Araçatuba

Perguntas e respostas sobre o mutirão:

Quem pode participar do mutirão?

Qualquer pessoa que deseje regularizar o reconhecimento de paternidade, seja criança, adolescente ou adulto, pode participar. Mães, pais e responsáveis legais também podem buscar atendimento.

 O exame de DNA é obrigatório?

Não. O exame de DNA só é realizado quando há dúvida sobre a paternidade e não há reconhecimento espontâneo.

 O serviço é gratuito?

Sim, todos os serviços oferecidos no mutirão são gratuitos. A avaliação financeira só será feita caso haja necessidade de ajuizamento de ação judicial, se não houver a possibilidade de uma solução amigável (extrajudicial).

Dói para fazer o exame? Qual a taxa de confiabilidade dos exames de DNA?

A realização do exame de DNA é um procedimento simples, acessível e com alta precisão para esclarecer a paternidade.

O que é necessário levar para o atendimento?

  • Documentos pessoais (RG, CPF)
  • certidão de nascimento da criança/adolescente/adulto e,
  • se possível, contato do suposto pai.

O reconhecimento pode ser feito na hora?

Sim, em casos de reconhecimento espontâneo, o procedimento pode ser realizado extrajudicialmente no mesmo dia.

 E se o suposto pai não comparecer ou não concordar?

Nesses casos, a Defensoria Pública poderá ajuizar ação de investigação de paternidade e solicitar exame de DNA judicial.

 O que muda na vida da criança/adolescente após o reconhecimento?

Além do direito à identidade, a criança/adolescente passa a ter acesso a direitos como herança, benefícios previdenciários e vínculo familiar formalizado.

O reconhecimento pode ser feito para filhos maiores de idade?

Sim. O reconhecimento de paternidade pode ser feito em qualquer idade, inclusive para adultos.

O suposto pai já faleceu. É possível o reconhecimento?

Sim. Nesses casos, é possível ajuizar ação de investigação de paternidade post mortem, podendo ser solicitado exame de DNA em parentes do falecido (exumação ou exame em irmãos, por exemplo).

O reconhecimento de paternidade pode ser feito para filhos já falecidos?

Sim, é possível reconhecer a paternidade post mortem, inclusive para fins de direitos sucessórios.

O pai se recusa a fazer o exame de DNA. O que acontece?

A recusa injustificada pode ser interpretada pelo juiz como indício de paternidade, mas cada caso será analisado individualmente.

O pai já reconheceu o filho, mas não paga pensão. O mutirão pode ajudar?

O mutirão é voltado para o reconhecimento de paternidade, mas a Defensoria pode orientar e encaminhar para ação de alimentos (pensão alimentícia), se necessário.

O pai deseja retirar o nome da certidão. Isso é possível?

Uma vez que é reconhecida voluntariamente, a paternidade é irrevogável, ainda que posteriormente o pai descubra que não há vínculo biológico. A exclusão do nome do pai só é possível por meio de ação judicial específica (ação negatória de paternidade), com análise do caso concreto.

O reconhecimento de paternidade pode ser feito para filhos adotivos?

O reconhecimento de paternidade é diferente da adoção. Para filhos adotivos, é necessário seguir o procedimento legal de adoção.

O pai biológico e o pai socioafetivo querem reconhecer o mesmo filho. É possível?

Sim. A legislação brasileira admite a multiparentalidade, permitindo que tanto o pai biológico quanto o socioafetivo constem na certidão de nascimento.

O pai biológico e o pai socioafetivo querem reconhecer o mesmo filho. É possível?

Sim. A legislação brasileira admite a multiparentalidade, permitindo que tanto o pai biológico quanto o socioafetivo constem na certidão de nascimento.

O pai ou a mãe são menores de idade. Como proceder?

O reconhecimento pode ser feito, mas é necessário o acompanhamento de representante legal ou responsável.

Compartilhe