Golpista simula orçamento de oficina mecânica e aplica golpe em microempresário

Golpista enviou orçamentos falsos, solicitou pagamentos via PIX e causou prejuízo no valor de R$ 2.812,00.
Imagem Ilustrativa © Joédson Alves/Agência Brasil
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Um microempresário de 54 anos registrou boletim de ocorrência após ser vítima de estelionato digital na manhã de quinta-feira (13), em Araçatuba. O golpe teve início quando a vítima deixou seu veículo para manutenção em uma oficina localizada na Rua Aguapeí, no bairro Jardim do Prado, e posteriormente recebeu mensagens atribuídas ao suposto setor financeiro do estabelecimento.

Segundo o registro policial, a comunicação com o autor do crime ocorreu por meio de aplicativo de mensagens, onde o golpista enviou fotos de um orçamento e utilizou a logomarca da oficina, simulando tratar-se de atendimento oficial. Na conversa, o criminoso informou que o veículo estaria pronto após o almoço e ofereceu desconto para pagamento antecipado, induzindo o microempresário a transferir R$ 1.612,00 por chave PIX vinculada a carteira digital de terceiro.

Cerca de uma hora mais tarde, o golpista voltou a fazer contato alegando novos problemas no veículo, desta vez no eixo, solicitando mais R$ 800,00 para suposta aquisição de peças diretamente com um “fornecedor”. A vítima realizou o pagamento para outra chave PIX. Na sequência, o autor ainda pediu R$ 500,00 referentes à mão de obra, reduzidos para R$ 400,00, insistindo para que o valor fosse enviado via transferência eletrônica.

Após essa terceira solicitação, o microempresário informou que não poderia realizar novos envios devido ao limite diário e demonstrou intenção de levar o valor pessoalmente. O golpista passou então a alegar que estava fora da oficina e que não poderia recebê-lo presencialmente, exigindo novos pagamentos por meio digital, o que gerou desconfiança.

Ao comparecer à oficina, a vítima foi informada de que o veículo já estava pronto e que o estabelecimento não havia solicitado qualquer pagamento antecipado. Os funcionários relataram que também receberam mensagem de um número que se passou pela vítima, solicitando o orçamento que foi posteriormente usado no golpe. Diante da constatação da fraude, o microempresário contestou as transferências junto à instituição financeira e procurou a polícia para registro do caso.

O boletim foi elaborado na circunscrição da 4ª Delegacia de Polícia, onde o caso será investigado como estelionato praticado por meios digitais, conforme previsto no artigo 171, §2-A, do Código Penal. Até o momento, o autor permanece não identificado.

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