A última peça do quebra-cabeça de um dos assaltos mais ousados do ano em Ribeirão Preto (SP) se encaixou nesta segunda-feira (24). Júlia Moretti de Paula, a única integrante da quadrilha que ainda estava foragida, encerrou sua fuga ao se apresentar voluntariamente à Polícia Civil, em Araçatuba (SP).
Desde setembro, quando a Justiça de Ribeirão Preto decretou sua prisão, Júlia era procurada por seu envolvimento no “arrastão” a um prédio de luxo no centro da cidade, ocorrido em 24 de setembro.
Segundo informações, sua apresentação foi negociada com a condição de que ela não fosse transferida para a região de Ribeirão Preto, devendo ser encaminhada à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP).
Um plano cinematográfico
O crime pelo qual Júlia é acusada foi marcado por um planejamento sofisticado. Duas semanas antes do assalto, a quadrilha alugou um apartamento no nono andar do edifício que viria a ser o alvo.
Para isso, usaram documentos falsos e um cheque caução de R$ 12 mil, estabelecendo uma base de operações no próprio prédio.
Na manhã do dia 24 de setembro, dez criminosos, armados e disfarçados, executaram o plano. Eles renderam moradores, invadiram diversos apartamentos e fugiram com uma grande quantidade de dinheiro e joias.
As investigações também levaram a um segundo imóvel, na Rua Itaguaçu, que serviu de ponto de apoio para o grupo antes e depois do crime.
Com a prisão dos outros nove membros, Júlia, que é moradora de Araçatuba, tornou-se a última foragida. A polícia a considera parte do “núcleo operacional” do bando, ou seja, uma das pessoas que executaram diretamente o roubo e a abordagem às vítimas.