O vereador Gilberto Batata Mantovani (PSD) foi o escolhido para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Guarda, criada para apurar denúncias de suposto uso indevido da Guarda Civil Municipal para a segurança pessoal do prefeito Lucas Zanatta (PL) e de seus familiares, e de possíveis irregularidades no pagamento de funções gratificadas.
A composição da comissão inclui o vereador Luís Boatto (Solidariedade) como relator e João Moreira (PP) como membro. Os vereadores Damião Brito (Rede Sustentabilidade) e Fernando Fabris (PL) integram a CPI na condição de suplentes.
A primeira reunião da CPI deve ocorrer nos próximos dias. A etapa inicial focará na reunião de documentos necessários para as investigações, já que a Câmara entra em recesso na semana que vem.
O prazo para conclusão das atividades é de 90 dias, prorrogável por igual período. O prefeito terá direito à ampla defesa durante todo o processo.
Ao final dos trabalhos, a comissão poderá recomendar o arquivamento das denúncias ou, caso as irregularidades sejam comprovadas, poderá ser aberta uma Comissão Processante, que pode levar à cassação do mandato do prefeito.
Abertura
A abertura da comissão foi iniciativa da presidente do Legislativo, vereadora Edna Flor (Podemos), que contou com apoio dos vereadores Luís Boatto, Gilberto Batata Mantovani, João Moreira e Carlinhos do Terceiro (Republicanos).
Outra CPI em Andamento
Uma segunda Comissão Parlamentar de Inquérito foi constituída para apurar, dentre outras coisas, contratos da área da Saúde firmados entre o município e Organizações Sociais (OSS). Ela é composta pelos vereadores Arlindo Araújo (Solidariedade), Damião Brito, Densilson Pichitelli (Republicanos), João Pedro Pugina (PL) e Dr. Luciano Perdigão (PSD).