Instabilidade no solo leva à transferência de alunos de escola municipal

Prefeitura de Araçatuba remaneja estudantes da Emeb Odette Costa para garantir segurança
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A Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, definiu o remanejamento dos alunos da Escola Municipal de Educação Básica Professora Odette Costa Bodstein, localizada no bairro Ivo Tozzi, após laudos técnicos apontarem problemas estruturais no prédio da unidade.

De acordo com os documentos, foi identificada instabilidade no terreno, comprometendo a estrutura da escola e oferecendo riscos à segurança de estudantes e servidores. A medida foi adotada de forma preventiva, com o objetivo de assegurar a integridade física de todos os envolvidos.

A unidade atende 195 alunos, sendo 111 em período integral. Com o retorno das aulas, previsto para fevereiro, os estudantes passarão a ser atendidos no prédio do Centro Municipal de Educação Integral da Criança e do Adolescente (Cemfica) Solar Dr. Bezerra Menezes, no bairro Panorama, espaço considerado adequado para a continuidade das atividades escolares.

Na tarde desta terça-feira (13), a Secretaria de Educação realizou uma reunião com pais e responsáveis para apresentar os motivos da mudança, esclarecer dúvidas e orientar sobre a organização do início do ano letivo.

Afundamentos no solo

Inaugurada em agosto de 2014, a escola passou por intervenções ao longo dos anos, incluindo reformas em 2015 e 2019, quando foram realizados estaqueamentos para reforço da estrutura. A última intervenção ocorreu em 2022, com ajustes pontuais.

Laudos técnicos elaborados em abril de 2025 pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação apontam afundamentos no solo em praticamente todo o perímetro da edificação, com maior incidência na área administrativa, pátio e salas de aula da lateral esquerda. O relatório indica a ocorrência de recalque de fundação, patologia causada pelo desequilíbrio entre o peso da construção e a resistência do solo.

Área de aterro

Segundo o laudo, os problemas podem estar relacionados ao fato de o prédio ter sido construído em uma área que anteriormente funcionava como aterro, o que pode ter provocado acomodamento do solo ao longo do tempo.

A instabilidade resultou em fendas nas paredes, agravadas em períodos de chuvas intensas, além de vazamentos, desníveis significativos nas salas de aula e deformações nas grelhas do pátio, aumentando o risco de quedas. Também foram identificados impactos em áreas como banheiros e cozinha.

O documento técnico aponta a necessidade de avaliação detalhada e reparos estruturais por empresa especializada, considerando fatores como infiltrações, alterações no lençol freático e desigualdade na composição do terreno.

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