Os três homens presos durante a Operação Fundo de Quintal, deflagrada em Araçatuba, seguirão detidos por determinação da Justiça. Após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (28), o magistrado responsável decidiu converter as prisões em flagrante em prisões preventivas, mantendo os investigados atrás das grades.
Os suspeitos, identificados pelas iniciais T.A.P.C., conhecido como “Boy”, E.D. e W.V.D.B., foram apresentados individualmente ao juiz, que analisou os autos, as circunstâncias das prisões e os indícios reunidos pelas forças de segurança. Ao final da audiência, a Justiça entendeu estarem presentes os requisitos legais para a manutenção da custódia cautelar, conforme previsto no Código de Processo Penal.
Segundo as investigações, “Boy” é apontado como o líder da organização criminosa, responsável pela articulação dos esquemas e proprietário dos veículos utilizados nas ações. Já E.D. teria atuação direta na logística, sendo inclusive citado como o químico do grupo, enquanto W.V.D.B. seria encarregado do armazenamento e da guarda de insumos ligados à atividade investigada.
Durante a audiência, os três detidos foram acompanhados por advogados particulares, conforme assegura a legislação. Os nomes dos defensores, no entanto, não foram divulgados. Com a decisão judicial, os investigados permanecem presos enquanto o inquérito avança para as próximas fases e o caso segue em tramitação no Judiciário.
Relembre a operação
A Operação Fundo de Quintal foi deflagrada na terça-feira (27) em Araçatuba, em uma ação conjunta da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ofensiva é resultado de investigações prévias que vinham sendo conduzidas pelas forças de segurança.
A operação teve como objetivo desarticular práticas criminosas identificadas no município e mobilizou diversas equipes para o cumprimento de medidas judiciais. Além das prisões, foram apreendidos materiais considerados relevantes para o andamento das investigações, que seguem sob sigilo.