A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações sobre Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DEIC) de Araçatuba (SP), prendeu um homem suspeito de manter o próprio filho, de 9 anos, em cárcere privado por cerca de dois anos. A criança foi localizada em bom estado de saúde e entregue à mãe.
O investigado havia retirado o menino da guarda da genitora há aproximadamente dois anos, mantendo-o em local desconhecido e impedindo qualquer contato entre a criança e a mãe.
O caso, que inicialmente foi tratado como subtração de incapaz, teve a tipificação alterada no decorrer das investigações para sequestro e cárcere privado, com base no artigo 148, §1º, incisos I, III e IV, do Código Penal, em razão da prolongada retenção e da gravidade das circunstâncias apuradas.
Mãe acompanhou a ação policial
As investigações tiveram origem na Central de Polícia Judiciária de Araçatuba. Durante o trabalho de inteligência, os policiais identificaram a possível localização do suspeito no Estado de Goiás, a partir do rastreamento de um endereço de IP vinculado a ele, o que indicou forte probabilidade de sua presença na região.
Com base nas informações obtidas, equipes do SECCOLD/DEIC de Araçatuba deslocaram-se até Goiânia para cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
A genitora da criança acompanhou a ação policial, com o objetivo de minimizar eventuais impactos emocionais ao filho no momento da abordagem.
Mandado de prisão
Na noite de quarta-feira (25), os policiais, atuando de forma velada, localizaram o pai em uma pousada na capital goiana, onde o mandado de prisão preventiva foi cumprido.
O menino foi encontrado em bom estado de saúde e imediatamente entregue à mãe, em cumprimento à decisão judicial.
A Polícia Civil destacou a atuação integrada e técnica das equipes envolvidas, que possibilitou o êxito da operação e o restabelecimento da convivência entre a criança e sua genitora.