Resumo da notícia
- A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente cinco pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa investigada por agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e usura.
- A operação, chamada “Última Cobrança”, foi deflagrada nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, em Araçatuba e São José do Rio Preto. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
- As investigações apontam que o grupo emprestava dinheiro com juros abusivos, ameaçava vítimas e tomava bens e valores como forma de cobrança.
A Polícia Civil de São Paulo desarticulou, nesta sexta-feira (8), uma associação criminosa suspeita de praticar agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e usura na região de Araçatuba. A ação resultou em cinco prisões temporárias e na apreensão de dinheiro, celulares, notebooks, eletrônicos e outros materiais ligados à investigação.
A operação foi conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba e recebeu o nome de “Última Cobrança”. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Araçatuba e dois em São José do Rio Preto. Entre os presos estão dois homens e três mulheres.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por conceder empréstimos com juros abusivos e usar ameaças para cobrar dívidas. As apurações também indicam que os suspeitos tomavam bens e valores das vítimas como forma de garantir os pagamentos.
A investigação começou após uma vítima registrar boletim de ocorrência por extorsão. De acordo com a Deic de Araçatuba, ela relatou que era alvo de cobranças com juros considerados abusivos e vinha sendo ameaçada pelos investigados.
Durante as diligências, os policiais apreenderam mais de R$ 32 mil em espécie, celulares, notebooks, aparelhos eletrônicos entregues como garantia, um simulacro de pistola e munições. O balanço divulgado pelo Governo de São Paulo informou a apreensão de R$ 35 mil em espécie nos dois municípios.
A ação mobilizou cerca de 50 policiais civis e foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com apoio da Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba e do Grupo de Operações Especiais (GOE) de São José do Rio Preto. Até a última atualização, não havia informação pública sobre manifestação da defesa dos investigados.