Polícia Civil prende suspeito de matar e esquartejar mulher em Rio Preto

O suspeito, um açougueiro, de 28 anos, foi preso nesta sexta-feira (31). 
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A Polícia Civil passou a investigar como possível feminicídio o caso da mulher encontrada esquartejada em São José do Rio Preto. O inquérito, inicialmente instaurado por homicídio e ocultação de cadáver, teve a linha de investigação ampliada após o surgimento de novos elementos. O suspeito, um açougueiro, de 28 anos, foi preso nesta sexta-feira (31). 

A vítima ainda não foi oficialmente identificada. De acordo com as investigações, a principal hipótese é de que ela fosse uma mulher em situação de rua e possivelmente usuária de drogas, informações que ainda dependem de confirmação.

Segundo a perícia, a morte pode ter ocorrido entre a noite de quinta-feira (23) e a sexta-feira (24), cerca de 72 horas antes da localização dos restos mortais. Os levantamentos preliminares indicam que a vítima estava deitada na cama quando foi atacada. A causa da morte, no entanto, ainda não foi definida. Os peritos apuram se ela foi estrangulada, sofreu uma lesão fatal no pescoço ou morreu em decorrência de golpes de faca.

As investigações apontam que o crime teve início no quarto da residência do suspeito, passou pela cozinha e terminou com o esquartejamento do corpo. Partes da vítima foram descartadas em duas lixeiras situadas entre 600 e 800 metros da casa do investigado.

Na residência, a perícia encontrou vestígios de sangue ocultos. Conforme a Polícia Civil, o suspeito teria lavado o imóvel e pintado as paredes na tentativa de eliminar provas. Também foram apreendidos roupas, objetos e uma mochila que, segundo a investigação, pode ter sido utilizada para transportar partes do corpo.

Durante entrevista coletiva na manhã de hoje (1), o delegado responsável pelo caso revelou que, após cometer o crime, o investigado, um açougueiro de 28 anos, deixou a residência para comprar cerveja. Em seguida, segundo a investigação, ele retornou ao imóvel e iniciou uma tentativa de apagar os vestígios, lavando a casa e pintando as paredes para esconder marcas de sangue e dificultar o trabalho da perícia. Para a Polícia Civil, a sequência dos fatos demonstra que o suspeito teria agido de forma calculada para ocultar as evidências do homicídio. Ainda segundo o delegado, o suspeito foi identificado através de investigações e análise de câmeras de segurança.

Entre os restos mortais localizados estão a cabeça, partes dos membros inferiores, antebraços, pele do tórax e parte da caixa torácica. As mãos da vítima e as facas que teriam sido utilizadas no crime ainda não foram encontradas.

Ainda conforme a investigação, o suspeito relatou informalmente aos policiais que conheceu a vítima poucos dias antes do crime e a levou para sua residência. A Polícia Civil também apura se houve relação sexual e, caso seja confirmado que ocorreu sem consentimento, o investigado poderá responder também pelo crime de estupro.

Diante dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil avalia o enquadramento do caso como feminicídio. O homem permanece preso temporariamente por 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado por igual período. Até o momento, ele ainda não foi interrogado formalmente pela Polícia Civil.

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