A Polícia Civil de Birigui prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (21), um empresário investigado pela comercialização ilícita de medicamentos clandestinos. A ação foi realizada pelo 1º Distrito Policial, sob coordenação do delegado Ícaro de Oliveira Borges, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, no bairro Jandaia.
No estabelecimento comercial do investigado, identificado pelas iniciais W.J.C., os policiais o questionaram sobre os produtos que eram alvo da investigação. Segundo a Polícia Civil, ele informou que os medicamentos estavam armazenados em sua residência.
Uma equipe acompanhou o investigado até o imóvel. Durante a busca, W.J.C. indicou que os produtos estavam guardados dentro da geladeira da cozinha.
No local, foram apreendidos 66 frascos contendo tirzepatida, das marcas LIPOLESS e T.G. 15, além de um frasco de retatrutida, substância que ainda está em fase de testes e não possui aprovação de agência sanitária. Um aparelho celular, que segundo a investigação era utilizado nas negociações, também foi apreendido.
Investigado teria confessado comercialização
Em depoimento à Polícia Civil, o empresário teria admitido que mantinha os medicamentos armazenados e relatado que havia iniciado a importação dos produtos do Paraguai.
Ainda segundo a corporação, ele confirmou que a atividade havia adquirido maiores proporções e que comercializava as caixas por aproximadamente R$ 800.
A investigação aponta que a divulgação dos produtos e as negociações eram realizadas por meio de aplicativos de mensagens e folders.
Diante dos elementos encontrados durante as diligências, o empresário recebeu voz de prisão em flagrante pela prática do crime previsto no artigo 273, § 1º-B, incisos I e V, do Código Penal, relacionado à falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, nas circunstâncias previstas pela legislação.
Foi arbitrada fiança. Após o pagamento do valor estipulado, o investigado foi colocado em liberdade mediante alvará de soltura e deverá comparecer aos atos do processo.