O Ministério Público denunciou Edvaldo Calixto de Oliveira, 60 anos, pela morte de José Roberto Nunes, assassinado a tiros no dia 4 de agosto deste ano, no Centro de Araçatuba (SP). A denúncia aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma herança.
Segundo o Ministério Público, o homicídio ocorreu por volta das 10h30, no cruzamento da Praça Rui Barbosa com a Rua Campos Sales, na lateral de uma agência do Banco do Brasil.
De acordo com a investigação, Edvaldo e José Roberto se conheciam havia muitos anos e mantinham inicialmente uma relação amistosa, já que o pai do denunciado foi casado durante muitos anos com a mãe da vítima.
Entretanto, após a morte do pai de Edvaldo, cerca de 12 anos atrás, os dois teriam passado a se desentender por causa de uma disputa envolvendo um terreno que fazia parte da herança.
Encontro no Centro
Na manhã do crime, os dois teriam se encontrado enquanto estavam parados em semáforos no Centro da cidade. Edvaldo conduzia um Chevrolet Onix branco, enquanto José Roberto estava em uma Honda Biz.
Após seguirem por caminhos diferentes, ambos se dirigiram para agências bancárias próximas.
Conforme a denúncia, Edvaldo estacionou o carro no estacionamento localizado atrás da Catedral e caminhou até uma agência do Santander. Ao retornar, teria passado pela rua lateral da agência do Banco do Brasil, onde encontrou a vítima com a motocicleta estacionada.
Ainda segundo o Ministério Público, nesse momento Edvaldo teria sacado uma pistola calibre 9 milímetros, e efetuado dois disparos contra José Roberto. Um dos tiros atingiu o ombro esquerdo da vítima e o projétil ficou alojado na região posterior direita.
José Roberto caiu ao solo e permaneceu inconsciente.
Guardas civis municipais que estavam nas proximidades ouviram os disparos e foram até o local. Segundo a denúncia, a vítima ainda apresentava sinais de pulsação e recebeu os primeiros socorros de uma das agentes, com auxílio de populares.
O SAMU foi acionado e encaminhou José Roberto à Santa Casa de Araçatuba, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Arma foi apreendida
A arma apontada como utilizada no crime foi apreendida pela polícia, juntamente com um carregador contendo dez munições intactas. Duas cápsulas deflagradas também foram recolhidas no local.
O laudo necroscópico apontou que o disparo provocou hemorragia interna aguda, levando a vítima à morte por anemia interna decorrente dos ferimentos provocados pelo projétil.
Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança, segundo relatório de investigação citado pelo Ministério Público.
A denúncia também informa que o celular da vítima, encontrado caído ao lado dela após o crime, não foi localizado nem apreendido. A investigação suspeita que o aparelho possa ter sido levado para favorecer o denunciado. Esse fato, porém, é objeto de um inquérito separado.
Tribunal do Júri
O Ministério Público classificou o homicídio como qualificado por motivo torpe, apontando como possível motivação as desavenças relacionadas à disputa de herança.
Edvaldo foi denunciado com base no artigo 121, § 2º, inciso I, do Código Penal. O MP pediu à Justiça que a denúncia seja recebida, que o acusado seja processado e, posteriormente, pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri.
Edvaldo Calixto de Oliveira, que é guarda municipal, segue preso preventivamente em uma unidade prisional da região de Araçatuba. A prisão foi mantida no curso das investigações e ele permanece à disposição da Justiça.