Presenciou uma situação de violência contra a mulher? Saiba como agir com segurança

Em casos de agressão ou risco imediato, orientação é acionar o 190; veja também como a vítima pode pedir ajuda e quais serviços estão disponíveis em São Paulo
© Arquivo Agência Brasil
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Ao presenciar uma situação de violência contra a mulher, o primeiro passo é avaliar os riscos e buscar ajuda de forma segura. Em casos de emergência, como uma agressão física em andamento, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Também é possível mobilizar outras pessoas que estejam próximas, pedindo de forma objetiva que alguém chame a polícia ou procure um agente de segurança. Sempre que possível, uma pessoa deve permanecer em local seguro acompanhando a situação até a chegada do atendimento.

Ao ligar para o 190, é importante informar o endereço exato e pontos de referência, além das características do agressor, se há possibilidade de ele estar armado e se existem crianças ou pessoas feridas no local.

Quando não intervir diretamente

A recomendação é não confrontar o agressor quando ele estiver armado, sob efeito de álcool ou drogas ou acompanhado de outras pessoas que possam oferecer risco. A intervenção direta também deve ser evitada quando houver possibilidade de agravar a violência ou colocar outras pessoas em perigo.

Também não é recomendado entrar sozinho em residências ou outros locais fechados sem conhecer as condições de segurança no interior do imóvel.

O que a vítima pode fazer em uma situação de violência

Se houver possibilidade de deixar o local em segurança, a orientação é se afastar do agressor e procurar um ambiente protegido, como a casa de uma pessoa de confiança, uma delegacia ou um estabelecimento participante do protocolo Não se Cale.

Depois de sair da situação de emergência, a vítima pode registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva em uma delegacia, pela Delegacia Digital ou pelo aplicativo SP Mulher Segura.

O aplicativo SP Mulher Segura também disponibiliza o Botão do Pânico para mulheres com medida protetiva vigente, além de permitir a localização de serviços de acolhimento e o cadastro de contatos de emergência.

Sinais silenciosos também podem ser usados para pedir ajuda

Mulheres em situação de risco também podem recorrer a sinais silenciosos para comunicar que precisam de ajuda. Um deles consiste em dobrar o polegar sobre a palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele.

Outro recurso é o chamado Sinal Vermelho, representado por um “X” desenhado, preferencialmente em vermelho, na palma da mão ou em um pedaço de papel.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é manter a calma e, quando houver condições de segurança, tentar conversar com a mulher longe do possível agressor para confirmar se ela precisa de ajuda. Diante de uma situação de violência, a polícia deve ser acionada.

Nos estabelecimentos participantes do protocolo Não se Cale, profissionais capacitados também estão preparados para acolher mulheres que peçam ajuda.

Conheça serviços de proteção e atendimento às mulheres em São Paulo

Aplicativo SP Mulher Segura
aplicativo reúne serviços voltados às mulheres, como registro de boletim de ocorrência, informações sobre a rede de atendimento e o Botão do Pânico para mulheres com medida protetiva. A ferramenta também permite cadastrar contato de emergência e consultar informações sobre violência doméstica.

Cabine Lilás
serviço funciona no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Em ocorrências de violência doméstica registradas pelo 190, policiais femininas capacitadas prestam atendimento especializado, orientam a vítima, acompanham o atendimento da equipe policial e realizam encaminhamentos para a rede de proteção quando necessário.

Patrulha Mulher Segura
serviço acompanha mulheres com medidas protetivas e fiscaliza o cumprimento das determinações judiciais. As equipes também realizam visitas e monitoram casos considerados prioritários.

Monitoramento eletrônico de agressores
Por determinação judicial, agressores podem ser monitorados por tornozeleira eletrônica. O sistema acompanha a localização e pode emitir alertas em situações de aproximação da vítima ou descumprimento das condições determinadas pela Justiça, possibilitando o acionamento das equipes policiais.

Delegacias de Defesa da Mulher e Salas DDM 24 horas
As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) são unidades da Polícia Civil especializadas no atendimento a mulheres em situação de violência. O Estado também mantém Salas DDM instaladas em delegacias e plantões policiais, onde é oferecido atendimento especializado e humanizado, inclusive por videoconferência, 24 horas por dia.

Salas Lilás
Presentes em unidades da Polícia Civil, do Instituto Médico Legal (IML) e em alguns serviços de saúde, as Salas Lilás oferecem atendimento reservado às mulheres vítimas de violência, proporcionando maior privacidade durante procedimentos periciais e encaminhamentos para atendimento psicológico, social e jurídico.

Casas da Mulher Paulista
As unidades funcionam como espaços de referência para acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social. Também oferecem ações voltadas à capacitação e à autonomia financeira e realizam encaminhamentos para outros serviços da rede de proteção.

Ônibus SP Por Todas
unidade móvel percorre municípios paulistas oferecendo orientação sobre direitos, acolhimento psicológico, atendimento social e informações sobre serviços disponíveis para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Circuito Integrado de Proteção às Mulheres – SP Por Todas
Circuito Integrado reúne diferentes órgãos da rede de proteção e do sistema de Justiça em uma unidade móvel. No mesmo espaço, a mulher pode receber acolhimento psicossocial, orientação jurídica, apoio para registro de ocorrência e solicitação de medida protetiva, além de atendimento da Defensoria Pública e encaminhamentos ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à rede municipal.

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