O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou Paulo Henrique Souza Costa a 22 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte de Rodrigo Aparecido Simão de Sousae pelo furto do aparelho celular da vítima. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (10).
O crime aconteceu na madrugada de 1º de março de 2020, na quadra da Escola Ezequiel Barbosa, no bairro São José, em Araçatuba.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o réu utilizou dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima para atraí-la até o local, sob o pretexto de um suposto encontro amoroso.
Ainda segundo a acusação, o crime teria sido motivado pelo receio de que o relacionamento mantido em segredo entre os dois fosse descoberto.
Na ocasião, conforme apontado no processo, a vítima foi alvejada a tiros. Depois do homicídio, o acusado teria levado o telefone celular de Rodrigo com o objetivo de apagar registros relacionados ao relacionamento mantido entre os dois.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria dos dois crimes, rejeitaram a tese de absolvição e acolheram as qualificadoras apresentadas na acusação.
Na dosimetria, o magistrado estabeleceu 18 anos de reclusão pelo homicídio qualificado e 4 anos de reclusão pelo furto qualificado por abuso de confiança e fraude, além do pagamento de 20 dias-multa.
As penas foram somadas em razão do concurso material, totalizando 22 anos de reclusão, em regime inicial fechado.