Golpe do falso advogado faz duas novas vítimas em Araçatuba

Nos dois casos, os estelionatários utilizaram o WhatsApp, documentos falsificados e videochamadas.
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A Polícia Civil de Araçatuba investiga dois novos casos de estelionato envolvendo o chamado “golpe do falso advogado”, registrados nesta segunda-feira (5) na Central de Polícia Judiciária (CPJ). As vítimas, um aposentado de 71 anos e uma técnica em enfermagem de 60, foram convencidas por criminosos a realizar transferências bancárias sob a promessa de recebimento de valores relacionados a processos judiciais.

Nos dois casos, os estelionatários utilizaram o WhatsApp, documentos falsificados e videochamadas para dar aparência de legitimidade às abordagens. Em uma das ocorrências, os criminosos chegaram a se passar por um promotor de Justiça e, na outra, por um suposto juiz.

No primeiro caso, uma idosa, de 72 anos, moradora do Jardim Sumaré, recebeu mensagens de uma pessoa que inicialmente se apresentou como sua advogada. Na sequência, outro criminoso entrou em contato por videochamada, afirmando ser um promotor de Justiça.

O golpista informou que a aposentadoria da vítima havia sido deferida e que ela teria direito a uma indenização de R$ 25 mil. Para supostamente liberar o dinheiro, os criminosos alegaram que a conta bancária da vítima deveria permanecer zerada.

Seguindo as orientações recebidas, a vítima realizou uma transferência de R$ 12.999 para a conta do próprio esposo, um aposentado de 71 anos. Depois, novas transferências foram feitas da conta do aposentado para empresas atacadistas, totalizando aproximadamente R$ 35 mil.

A vítima desconfiou da situação quando os criminosos passaram a exigir a transferência de valores mantidos em aplicações financeiras e também a utilização de limites de cartões de crédito. Ao perceber que poderia estar sendo vítima de um golpe, procurou o banco para tentar bloquear as transações e posteriormente registrou a ocorrência.

Falso juiz

No segundo caso, a vítima, uma técnica em enfermagem de 60 anos, moradora do bairro Monte Carlo, foi procurada por um criminoso que utilizava a foto e o nome de seu verdadeiro advogado no WhatsApp.

O golpista afirmou que havia sido proferida uma decisão favorável em um processo relacionado à URV (Unidade Real de Valor) e que a vítima teria aproximadamente R$ 8 mil para receber.

Para aumentar a credibilidade da fraude, o criminoso encaminhou uma suposta decisão judicial e marcou uma videochamada com outro indivíduo, que se apresentou como juiz.

A vítima foi orientada a comparecer a uma agência bancária e utilizar um terminal de autoatendimento. Seguindo as instruções, realizou uma TED de R$ 2 mil e efetuou o pagamento de um boleto no valor de R$ 999,99.

O golpe foi descoberto somente após a conclusão das transações.

Os dois casos foram registrados na CPJ de Araçatuba e serão investigados pela Polícia Civil.

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