Um aposentado de 67 anos perdeu R$ 999 após cair no chamado golpe do falso filho, em Guararapes. O criminoso telefonou para a vítima, se apresentou como seu filho e pediu ajuda para o pagamento de um boleto.
O caso ocorreu na quarta-feira (14) e foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba.
Segundo o boletim de ocorrência, durante a ligação o homem acreditou que realmente conversava com o filho. O golpista alegou que precisava de dinheiro e, posteriormente, encaminhou pelo WhatsApp um boleto no valor de R$ 999.
Convencido de que estava ajudando o familiar, o aposentado imprimiu o documento e foi até uma casa lotérica localizada no bairro Mário Covas, em Guararapes.
No estabelecimento, efetuou o pagamento conforme as orientações recebidas pelo telefone.
Depois que o primeiro boleto foi quitado, o golpista voltou a procurar a vítima e pediu o pagamento de uma segunda cobrança, também de R$ 999.
Desta vez, o aposentado respondeu que não tinha mais dinheiro disponível, porque o restante dos recursos estava reservado para despesas pessoais, entre elas contas de água e energia elétrica.
Algum tempo depois, o aposentado entrou em contato com o filho verdadeiro e descobriu que ele não havia feito qualquer pedido de pagamento.
Ao perceber que havia sido enganado, a vítima procurou a polícia e registrou a ocorrência como estelionato.
Informações relacionadas ao pagamento e à conta de destino foram apresentadas às autoridades e poderão auxiliar na tentativa de identificar o responsável pela fraude.
Como evitar o golpe do falso parente
Golpes em que criminosos se passam por filhos ou outros familiares são recorrentes e costumam explorar a urgência do pedido para fazer com que a vítima envie dinheiro antes de confirmar a identidade de quem está do outro lado da conversa.
O Banco Central orienta que pedidos de transferências ou pagamentos recebidos por aplicativos de mensagens sejam confirmados diretamente com o familiar, preferencialmente por ligação para o número que a pessoa já utiliza habitualmente.
Em caso de suspeita, a recomendação é não realizar o pagamento e procurar o familiar por outro canal. Quem já sofreu prejuízo deve procurar a instituição financeira e registrar boletim de ocorrência, preservando mensagens, números utilizados e comprovantes das transações.