A Polícia Civil esclareceu uma falsa comunicação de crime de roubo investigada pelo 1º Distrito Policial de Birigui. Um homem de 31 anos admitiu ter inventado o assalto após ser confrontado com as inconsistências identificadas durante a investigação. O caso foi esclarecido nesta quinta-feira (29).
Segundo a Polícia Civil, o homem havia registrado um boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica, alegando que tinha sido abordado por dois indivíduos em uma motocicleta sem placa, por volta das 4h30, enquanto seguia para o trabalho.
Na primeira versão, ele afirmou que o garupa, armado, havia roubado sua carteira, com documentos pessoais, cartões bancários e crachá funcional. Também relatou que o criminoso teria tentado levar seu celular.
Durante as investigações, porém, o homem apresentou versões diferentes sobre o suposto assalto. Em depoimento na delegacia, o relato já divergia das informações registradas inicialmente.
Os investigadores realizaram diligências e, diante da falta de elementos que confirmassem o crime, voltaram a entrar em contato com o comunicante. Na ocasião, ele indicou outro local para a suposta abordagem e acrescentou informações sobre os objetos que teriam sido levados.
As novas divergências levantaram suspeitas de que o crime não havia ocorrido. Ao comparecer novamente à delegacia, o homem apresentou outra versão dos fatos. Os policiais confrontaram as declarações com os dados coletados no local indicado e as informações cibernéticas analisadas durante a investigação.
Homem inventou história para justificar perda do emprego
Confrontado com os elementos reunidos pelos investigadores, o homem confessou que o roubo nunca aconteceu.
Conforme a Polícia Civil, ele alegou dificuldades financeiras, aluguel atrasado e preocupação com o sustento dos filhos. Também afirmou ter inventado a história para justificar à esposa a perda do emprego, depois de saber que não seria efetivado ao término do período de experiência.
A investigação foi coordenada pelo delegado Ícaro de Oliveira Borges. Após a conclusão das diligências e a confissão, a Polícia Civil elaborou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para a adoção das medidas legais cabíveis e eventual responsabilização criminal.
O homem também foi orientado sobre a gravidade de fornecer informações falsas às autoridades policiais.