Réu vai a júri em Araçatuba por homicídio com 140 golpes de faca, martelo e enxadão

Caso de Diogo Junio Sobrinho, acusado de matar Dejair Félix, será analisado pelo Conselho de Sentença nesta quinta (2)
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O Fórum de Araçatuba será palco, nesta quinta-feira (2), de um julgamento que chama a atenção pelo grau de violência. Vai a júri popular Diogo Junio Sobrinho, acusado de assassinar Dejair Félix da Silva em outubro de 2023 com golpes de martelo, faca e enxadão, que resultaram em cerca de 140 lesões.

O processo será presidido pelo juiz Carlos Gustavo, com atuação do promotor Adelmo Pinho na acusação.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi resultado de uma discussão entre acusado e vítima, que ingeriam bebida alcoólica na casa de Dejair. O desentendimento começou após ofensas e um tapa desferido pela vítima, o que teria motivado a reação de Diogo.

O relato da Promotoria descreve uma cena de extrema violência: “O indiciado passou a desferir golpes com o cabo de um martelo no rosto da vítima, em seguida pegou uma faca e a esfaqueou por mais de uma centena de vezes. Depois, utilizou um enxadão, aplicando diversos golpes na cabeça do ofendido”.

O laudo necroscópico confirmou que Dejair morreu em razão de choque hipovolêmico e politraumatismo, causados pelos ferimentos na região da cabeça, pescoço, tórax e dorso, resultando em cerca de 140 lesões pelo corpo.

De acordo com o MP, foram 13 ferimentos na cabeça, 2 no pescoço, 5 no tórax e mais de 120 na região das costas, que causaram perfuração pulmonar bilateral e do baço.

A denúncia também aponta que o réu aproveitou-se de um momento em que a vítima estava deitada, sem possibilidade de reação, para iniciar as agressões.

Além do homicídio, o acusado responde por furto, já que deixou o local levando a bicicleta da vítima, que nunca foi recuperada.

Para o promotor Adelmo Pinho, trata-se de um crime marcado por “crueldade fora do comum”, que precisa ser analisado pelo Tribunal do Júri, órgão soberano para julgar crimes contra a vida.

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