Um homem de 53 anos foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba na madrugada deste sábado (4), após uma ocorrência de violência doméstica que terminou com acusações de desacato e resistência contra policiais militares.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por uma mulher, que informou que sua irmã estaria sendo agredida pelo companheiro em no condomínio Alta Vista, no bairro Concórdia.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima, de 46 anos, do lado de fora do condomínio tentando explicar o ocorrido. No entanto, o companheiro dela, o homem de 53 anos, interrompia constantemente seu relato, dificultando o atendimento da ocorrência.
Segundo o registro policial, diante da atitude considerada suspeita, os militares realizaram busca pessoal no homem e encontraram uma esponja de aço utilizada para consumo de crack escondida em um dos bolsos. A vítima informou que o companheiro é usuário da droga e que havia desaparecido por dois dias, retornando para casa pouco antes da confusão.
Ainda conforme o boletim, o homem passou a desacatar os policiais, afirmando que eles eram “covardes” e desafiando a equipe para um confronto fora da delegacia. Diante das ofensas, foi dada voz de prisão por desacato.
O suspeito teria resistido à prisão, puxando o braço e afirmando que não seria preso, sendo necessário o uso de força moderada para contê-lo e algemá-lo. Mesmo na delegacia, ele continuou ameaçando os policiais, segundo o registro.
A vítima relatou que mantinha relacionamento com o homem havia seis anos e que o comportamento agressivo estaria relacionado ao uso de crack. Ela afirmou que já havia sido empurrada diversas vezes e que, na noite dos fatos, decidiu colocar fim ao relacionamento, o que teria motivado uma discussão mais intensa.
A mulher manifestou interesse em representar criminalmente contra o companheiro por violência doméstica e solicitou medidas protetivas de urgência, especialmente a proibição de aproximação e contato. Os policiais militares também declararam interesse em representar contra o investigado pelos crimes de desacato e resistência.
Delegado não ratificou o flagrante
Após análise da ocorrência, a autoridade policial entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para caracterizar o estado de flagrância dos delitos, destacando a ausência de testemunhas que permitissem esclarecer a dinâmica dos fatos.
O boletim registra ainda que a mulher não apresentava lesões aparentes e foi orientada sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha, enquanto o homem apresentava lesões decorrentes da contenção, sendo requisitado exame de corpo de delito.
O caso será apurado por meio de procedimento investigativo, e o pedido de medidas protetivas foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise.