Amanda da Silva, de 30 anos, foi identificada oficialmente pela Polícia Civil como a mulher encontrada morta e esquartejada em São José do Rio Preto (SP). A confirmação ocorreu 21 dias após a localização do corpo, encontrado na manhã de 27 de julho, dentro de uma lixeira no bairro Parque Estoril.
Natural de Jandira, na Grande São Paulo, Amanda morava em Rio Preto e era mãe de três filhos. A identificação foi possível por meio do cruzamento de informações sobre pessoas desaparecidas, contato com familiares e exames periciais. O confronto das impressões digitais com os dados levantados pelos investigadores confirmou oficialmente a identidade da vítima.
Segundo o delegado André Amorim, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), a informação foi confirmada nesta segunda-feira (17). Até o momento, as idades das três crianças e com quem elas estão não foram divulgadas.
De acordo com a Polícia Civil, Amanda não possuía antecedentes criminais. Com a identificação, os investigadores concentram os esforços em esclarecer as circunstâncias da morte e reconstruir os momentos que antecederam o crime.
O investigado Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, permanece preso temporariamente. Aos policiais, ele apresentou a versão de que Amanda teria iniciado uma agressão e que, ao tentar se defender, a empurrou. Segundo o relato apresentado por ele, a mulher teria caído e batido a cabeça em um móvel, morrendo em seguida.
A versão, no entanto, ainda é analisada pela Polícia Civil. Informações preliminares da necropsia apontaram diversas perfurações na região do tórax, mas o laudo definitivo ainda é aguardado para determinar tecnicamente a causa da morte.
Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança para reconstruir os últimos passos de Amanda e verificar possíveis registros dela ainda viva na região onde teria circulado antes do crime.
Outro exame aguardado é o toxicológico. Marciel afirmou que Amanda teria feito uso de drogas na presença dele, mas essa informação ainda não foi confirmada pela perícia.
Com a identificação oficial, a expectativa é de que o corpo seja liberado para a família após a conclusão dos procedimentos no Instituto Médico-Legal (IML).
A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer a dinâmica do crime, confirmar a causa da morte e reunir elementos que possam esclarecer a participação do investigado no assassinato da jovem, que deixou três filhos.