Uma investigação relacionada às fraudes em descontos de benefícios do INSS levou a Polícia Federal a apurar um suposto esquema de comércio ilegal de armas em Presidente Prudente (SP).
A PF deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Double Barrel, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional das Garantias da 5ª Região Administrativa Judiciária.
Investigação começou a partir de material da Operação Sem Desconto
O caso tem origem em provas compartilhadas com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, o material havia sido apreendido durante a Operação Sem Desconto, investigação que apura fraudes envolvendo descontos associativos feitos sobre benefícios previdenciários.
A análise desses materiais teria revelado indícios de que um homem vendeu armas de fogo a pessoas investigadas naquela operação.
Dessa forma, uma investigação inicialmente relacionada a possíveis irregularidades envolvendo benefícios previdenciários acabou abrindo uma nova frente de apuração sobre comércio ilegal de armamentos.
Negociações teriam ocorrido por aplicativo
De acordo com a PF, as negociações das armas teriam sido realizadas por meio de aplicativo de mensagens.
Os pagamentos, ainda segundo a investigação, teriam ocorrido por transferências bancárias instantâneas.
A Polícia Federal não informou no comunicado oficial quantas armas teriam sido comercializadas nem divulgou a identidade do investigado.
Metralhadora com supressor está entre armas investigadas
Entre os armamentos que aparecem na investigação está uma metralhadora de fabricação estrangeira equipada com supressor de ruído.
Segundo a PF, não foi localizado registro de importação regular da arma no Brasil.
Para os investigadores, essa circunstância indica a possibilidade de que o equipamento tenha sido introduzido clandestinamente no território nacional.
A existência da arma e as circunstâncias de sua entrada no país ainda fazem parte da apuração.
Polícia procura armamentos
Os mandados cumpridos nesta quinta-feira têm como um dos objetivos localizar armas que ainda possam estar em poder dos investigados.
A Polícia Federal também busca reunir novas provas capazes de esclarecer a extensão da atividade investigada e identificar outros possíveis envolvidos.
A corporação não informou no primeiro balanço da operação se armas foram apreendidas durante as buscas.
Investigados podem responder por comércio ilegal de arma
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação atribuída a cada um, pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo.
A investigação continua para identificar possíveis novos envolvidos e verificar a ocorrência de outros crimes relacionados ao caso.