Velório de menino de 2 anos é suspenso em Araçatuba

O velório do pequeno Micael Davi Costa da Silva, de dois anos, foi suspenso após cerca de 30 minutos.
Screenshot
Compartilhe

O velório do pequeno Micael Davi Costa da Silva, de dois anos, foi suspenso após cerca de 30 minutos na tarde desta sexta-feira (23), na Funerária Municipal de Araçatuba (SP). A decisão foi tomada em conjunto pelos familiares e pela Secretaria Municipal de Assistência Social, levando em consideração a repercussão do caso e relatos de ameaças contra parentes da criança.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Edson Terra, houve consenso entre os familiares para restringir a cerimônia, com o objetivo de preservar a privacidade e garantir a segurança dos parentes.

Ainda conforme o secretário, alguns familiares relataram que estariam recebendo ameaças após a repercussão da morte do menino. Diante da situação, a família concordou em interromper o velório durante a noite.

O sepultamento está marcado para as 9h deste sábado (24), em Araçatuba. Antes, os familiares terão um breve momento privado para se despedir da criança.

Morte encefálica

A família foi comunicada na manhã de quinta-feira (22) de que Micael havia tido morte encefálica. O menino estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica da Santa Casa de Araçatuba.

A informação foi confirmada à reportagem por um familiar, que preferiu não se identificar.

Em nota, a Santa Casa informou que, em respeito ao sigilo médico, à proteção de dados pessoais sensíveis e aos procedimentos legais em andamento, não divulgaria informações individualizadas sobre o estado de saúde ou a situação clínica do paciente.

Investigação

O caso começou após o menino ser levado pela mãe ao pronto-socorro municipal de Araçatuba. Segundo informações divulgadas pelo tenente Veríssimo, depois de deixar a criança na unidade de saúde, a mulher foi embora.

A equipe médica acionou a Polícia Militar, que foi até a residência da família, no bairro Águas Claras, e encontrou a mãe e o padrasto do menino. Os dois foram conduzidos à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para prestar esclarecimentos.

Inicialmente, o casal teria relatado que a criança sofreu uma queda acidental da cama. No entanto, segundo as informações divulgadas sobre o caso, a equipe médica apontou que os ferimentos eram incompatíveis com a versão apresentada.

Após analisar a ocorrência, a delegada plantonista ratificou a prisão em flagrante da mãe e do padrasto por suspeita de tentativa de homicídio.

Outras duas crianças da família foram encaminhadas para acolhimento institucional, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias em que Micael sofreu os ferimentos.

Compartilhe