A duplicação da estrada vicinal Caran Rezek (ART-070), em Araçatuba (SP), tem custo estimado em R$ 37 milhões, segundo os integrantes da Comissão Especial de Vereadores constituída para buscar recursos que possibilitem viabilizar a obra, pleito já antigo de moradores daquela região, localizada na Zona Oeste da cidade.
O assunto foi tema de reunião com o secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Sandro Botelho Cubas, na tarde desta sexta-feira, 4, com a participação dos vereadores Denilson Pichitelli (Republicanos), João Moreira (PP) e Gilberto Batata Mantovani (PSD). O parlamentar Ícaro Morales (Cidadania, que também integra a comissão, foi representado por uma assessora.
O primeiro passo para viabilizar a obra será a realização de um levantamento topográfico, pela Prefeitura, para depois, providenciar o projeto de duplicação, que deverá ser custeado por empresários que possuem empreendimentos imobiliários naquela região. Não foi estabelecido um prazo para os trabalhos.
Com o projeto em mãos, os vereadores devem iniciar a busca por recursos junto junto aos governos municipal, estadual e federal, para viabilizar a duplicação e a complementação da iluminação pública da Caram Rezek, entre a rodovia Eliezer Montenegro Magalhães (SP-463) e o bairro Engenheiro Taveira, totalizando cinco quilômetros de extensão.
Os vereadores João Moreira e Denilson Pichitelli esclarecem que os R$ 37 milhões para a obra é uma estimativa. “Vai depender muito de como será feita a obra de duplicação”, observaram.
Boom imobiliário
Os estudos para a duplicação da Caram Rezek tiveram início há alguns anos, devido ao crescimento habitacional daquela região. Com os empreendimentos imobiliários, o fluxo de veículos aumentou consideravelmente na estrada.
Como é pista única com duplo sentido de direção, o grande tráfego trouxe insegurança à via e alto índice de acidentes, como que matou os entregadores Rafael Luiz Pereira da Silva, 29 anos, e Natã Cerchini Barbosa, 22, em maio do ano passado.
Antes do boom imobiliário naquela região, a via era utilizada exclusivamente para o acesso à Taveira, a uma única usina de açúcar e etanol, localizada nas proximidades, e a fazendas.
Agora, é usada por centenas de moradores de residenciais construídos ao longo da via, como o Ankara, Paquerê e Aimoré. Há, ainda, outros em planejamento, o que indica que haverá um fluxo ainda maior nos próximos anos.
