Quase 80% desconhecem teto de preços dos medicamentos, diz Procon-SP

O levantamento mostra que 88,1% já deixaram de comprar medicamentos por causa do preço e quase 95% pesquisam valores antes da compra.
Arquivo/Agência Brasil
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Um levantamento realizado pelo Procon-SP revelou que quatro em cada cinco consumidores desconhecem que a maioria dos medicamentos comercializados no Brasil possui um teto máximo de preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do Preço Máximo ao Consumidor (PMC). A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 29 de maio de 2026 e ouviu 1.819 consumidores.

Dos entrevistados, 1.538 afirmaram comprar medicamentos regularmente. Entre eles, 79,1% disseram desconhecer a existência do limite de preços. O cenário contrasta com o impacto que os medicamentos exercem no orçamento das famílias: 88,1% relataram já ter deixado de adquirir algum remédio devido ao custo, enquanto 94,93% afirmaram pesquisar os preços antes de realizar a compra.

A pesquisa também identificou uma mudança no comportamento dos consumidores diante dos preços. Quando recebem uma prescrição médica, 50,2% informaram substituir o medicamento indicado por um genérico ou outra alternativa mais barata. Apenas 31,73% afirmaram comprar exatamente o produto prescrito, evidenciando a busca por opções que reduzam os gastos sem deixar de realizar o tratamento.

Outro ponto abordado pelo levantamento diz respeito à privacidade dos dados dos clientes nas farmácias. Segundo o estudo, 71,2% dos consumidores fornecem o CPF sempre que buscam descontos. No entanto, 54,29% afirmaram não saber como essas informações são armazenadas ou utilizadas, enquanto 35,24% disseram ter dúvidas sobre o tratamento desses dados, tema regulamentado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Na comparação com a pesquisa realizada em 2025, o Procon-SP verificou aumento no desconhecimento sobre o teto de preços dos medicamentos, que passou de 74,82% para 79,13%. Também cresceu a percepção de que a publicidade incentiva a automedicação, passando de 66,1% para 70,35%, além do avanço do uso combinado de canais físicos e online para a compra de medicamentos, que subiu de 31,25% para 39,4%.

Diante dos resultados, o Procon-SP defende que farmácias e drogarias ampliem a transparência sobre o tratamento dos dados pessoais dos consumidores e reforcem as informações relacionadas aos preços dos medicamentos. O órgão também orienta que os consumidores pesquisem valores, solicitem esclarecimentos sempre que seus dados forem requisitados e utilizem as informações disponíveis para realizar compras de forma mais consciente e segura. Confira aqui cartilha do Procon-SP sobre o tema.

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