Na noite deste domingo (30), por volta das 19h40, uma mulher ficou gravemente ferida após ser atropelada por um carro na Rua João Fiorotto, no Residencial Jandaia, em Birigui (SP). A vítima, que não teve a identidade revelada, caminhava próxima à calçada acompanhada da filha quando foi atingida pelo veículo, um GM Monza, e precisou ser socorrida em estado grave, com suspeita de traumatismo craniano e fraturas na face.
De acordo com o relato da filha à Polícia Militar, após o atropelamento o motorista desceu do carro e houve um desentendimento entre ele e a jovem, que presenciou todo o ocorrido. Em seguida, o condutor deixou o local a pé e seguiu para sua residência, que fica a aproximadamente 150 metros do ponto onde ocorreu a colisão, sem prestar socorro adequado à vítima.
Quando a equipe da PM chegou ao endereço do acidente, a mulher já havia sido conduzida ao atendimento médico por socorristas. No hospital, a médica responsável informou que a paciente apresentava quadro grave, com suspeita de traumatismo craniano e fraturas na face, e aguardava a realização e conclusão de exames de tomografia para avaliar a extensão das lesões e definir a conduta de tratamento.
Os policiais, então, foram até a residência indicada pela filha e localizaram o motorista caminhando de forma cambaleante nas proximidades. Segundo o boletim, ele apresentava sinais visíveis de embriaguez, como fala pastosa e olhos avermelhados, e ofereceu sua versão dos fatos, mas recusou-se a realizar o teste do etilômetro. Diante da suspeita de crime de trânsito sob influência de álcool, o homem foi conduzido ao Plantão Policial.
Na unidade policial, o delegado determinou a realização de exame clínico para avaliar a capacidade psicomotora do condutor. O laudo médico confirmou a presença de sinais de embriaguez, o que embasou a autuação com base no artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, podendo ser agravado quando o motorista está sob efeito de álcool. O motorista permaneceu preso e ficou sob custódia da Polícia Judiciária.
A perícia técnica compareceu ao local do atropelamento para realizar os procedimentos de praxe, como medições, registros fotográficos e análise de vestígios. O GM Monza envolvido no acidente apresentava danos no para-choque dianteiro, compatíveis com a violência do impacto contra a pedestre. Os dados coletados pela perícia serão anexados ao inquérito policial, que deverá esclarecer detalhadamente a dinâmica do acidente e subsidiar o Ministério Público e o Judiciário nas próximas etapas do caso.