O vereador Damião Brito (Rede Sustentabilidade) e outras duas pessoas, entre elas a esposa do parlamentar, são investigados pela Polícia Civil por suspeita de participação em um esquema de rachadinha na Câmara Municipal de Araçatuba. A investigação apura a suposta exigência de devolução de parte dos salários pagos a assessores parlamentares.
Na tarde desta terça-feira (30), policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador, na Câmara Municipal, e na residência do parlamentar. Durante a operação, foram apreendidos três aparelhos celulares e um notebook, que serão submetidos à perícia.
De acordo com o delegado seccional Getúlio Nardo, a investigação teve início em outubro do ano passado, após a ex-chefe de gabinete de Damião Brito, a psicóloga Jéssica Piccinin, denunciar que era obrigada a devolver, em dinheiro, parte do salário recebido. Um ex-assessor também prestou depoimento à Polícia Civil e teria confirmado a prática investigada.
Em entrevista coletiva, Nardo informou que o vereador foi conduzido para prestar esclarecimentos após o cumprimento dos mandados, mas ninguém foi preso.
Além do parlamentar, também são investigados a esposa dele e um advogado, cujo nome não foi divulgado pela Polícia Civil.
Segundo o delegado, um dos celulares apreendidos pertencia ao vereador e outros dois estavam escondidos no imóvel, incluindo um aparelho da esposa do parlamentar.
“Havia telefone escondido, não houve fornecimento de senha, não houve colaboração dele”, afirmou Getúlio Nardo.
A Polícia Civil também aguarda autorização para a quebra do sigilo bancário do vereador. Conforme o delegado, ex-assessores já entregaram extratos bancários que servirão como indícios para a continuidade das investigações.
“O objetivo dessas buscas era angariar provas para o inquérito. Não havia motivo para pedido de prisão porque tudo está em investigação e nada foi provado ainda”, destacou Nardo.
A investigação prossegue e o material apreendido passará por análise pericial. Até o momento, não há denúncia formal oferecida pelo Ministério Público nem condenação dos investigados.