O vereador João Pedro Pugina (PL), de Araçatuba, divulgou esclarecimentos sobre o procedimento instaurado pela 6ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, a partir de denúncia apresentada pelo Conselho Tutelar, motivada por provocação de um professor e político local. A medida refere-se a um evento realizado na Escola Estadual Maria do Carmo Lélis, no mês de Setembro, durante programação alusiva à campanha Setembro Amarelo.
O parlamentar destacou, por meio de sua assessoria, que a denúncia apresenta uma narrativa distorcida dos fatos, desconsiderando o caráter educativo, complementar e voluntário do encontro, cujo objetivo foi promover a valorização da vida e a prevenção do suicídio entre adolescentes.
Sobre o Evento
O encontro integrou o Projeto de Vida da escola e contou com a participação do cantor Renan Moura, com forte atuação junto ao público jovem, da psicóloga Letícia Ester Meira, que abordou os impactos do bullying na saúde mental, e de Sâmia Coronheiro, estudante de pedagogia que compartilhou sua experiência pessoal de superação da depressão e da ideação suicida.
“Ainda que os participantes pertençam à mesma comunidade religiosa, foi ressaltado que a Igreja Amor e Cuidado não organizou o evento nem enviou representantes oficiais. A participação foi facultativa e desvinculada das atividades curriculares, sem qualquer imposição religiosa ou política”, informa a nota enviada pela assessoria do vereador.
Presença do Vereador
O parlamentar esclareceu, ainda, que não participou da organização do evento, tendo chegado à escola durante o seu andamento, acompanhado do Coordenador Estadual de Juventude, em agenda oficial na cidade. Sua presença restringiu-se a acompanhar as atividades e a interagir brevemente com alguns jovens que o procuraram de forma espontânea.
Pugina enfatizou que sua participação foi de caráter social e de apoio aos adolescentes, “refletindo seu histórico de engajamento em pautas relacionadas à juventude, anterior ao exercício do mandato”.
Sobre as Acusações
O vereador considera que a denúncia apresentada ao Ministério Público está baseada apenas em trechos curtos de vídeos publicados nas redes sociais, sem considerar o contexto completo do evento.
A reação emotiva de alguns participantes, registrada em imagens, é descrita como resultado de relatos pessoais e momentos de acolhimento e reflexão, não caracterizando prática religiosa ou situação de constrangimento.
O vereador ainda reforça que a “atividade teve saldo positivo para a comunidade escolar, contribuindo para a conscientização sobre a saúde mental dos adolescentes, e classifica como improcedentes as alegações de violação de direitos ou de tentativa de uso político do episódio”.